22 de junho de 2008
18 de junho de 2008
Perto de Sítio Nenhum
Uma base totalmente modificada.
Entre momentos de silêncio e jogos com seriedade, surgiu o grito mais forte. E esse grito chama-se Artur.
Não são tanto as tintas que movem o mundo, tão pouco os conflitos interpessoais. Há muito mais para além do que é distinguido pelos olhos. Momentos fechados, palavras escondidas, uma recordação qualquer. O mundo que se forma à volta dos pensamentos e emoções de cada um e que nunca se deixa desvendar. Esse sim, afinal, exige tantas questões.
Perguntaste qual é o meu sonho? Eu digo-te, então. Sonho não ter de sonhar mais nada.
Tenho 20 anos, sou de Lisboa. Durante o secundário, andei em Artes e agora sou pintor. Moro com as minhas irmãs, Beatriz e Benedita. Os meus pais morreram e eu nem me lembro de como eram.
Então, era isto?
Ah! Já trabalhei num bar e um dia como voluntário para o metro.
Enfim… o Artur. O que é o Artur afinal? Viaja. Sim, viaja imenso. Mas sem merdas de gente por perto. Um pequeno universo dentro de um imaginário sem fim; sempre manchado a preto e vermelho.
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