30 de dezembro de 2008

Caminho para o Destino

Deixo um rasto no caminho mas não quero voltar atrás. Sei, porém, que tenho um tempo seguro disponível só para mim, a cada momento da minha existência. Ninguém lhe pode chegar, ninguém pode desvendar os meus segredos. Não agora. São memórias guardadas por trás de pegadas que nunca apaguei. Ficam inscritas na terra ao longo do meu percurso. A água, o sol e o fogo, serão as minhas eternas testemunhas. Hoje sou capaz de ver um trilho, um novo rumo a seguir. Novas conquistas, novas descobertas, um crescimento diferente. Melhorado? Talvez. Ou não!? Deixo para o futuro a sabedoria de me responder a cada uma das minhas questões. Deixo que me surpreenda. Entrego-me a ele, livremente, enfim. Ninguém saberá mais acerca da essência de cada passo meu. A meta não esta inscrita no mapa, nunca esteve. E esse é o destino que quero seguir. Um destino sem traços, sem percursos. Um destino sem fronteiras onde apenas o instinto reina. Seguirei pelo piso mais ziguezagueado, pelo mais inesperado. Em direcção ao nada, ao tudo, ao ali e ao agora.

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