1 de maio de 2009

Fadas da Natureza

Eu era a fada das cores, na ilha da fantasia. Como todas as outras fadas, o meu dom tinha-me sido dado no dia da ascensão da Primavera. Tornei-me no mais novo membro entre as fadas da natureza. A função da nossa trupe era fazer chegar à Terra Firme, como lhe chamávamos, cada estação do ano. Em Neverland, o sol raiava a todos os momentos, sobretudo sobre o nosso lar, na zona da Primavera. A neve e o Inverno ficavam para lá da grande montanha azul, onde vivem e trabalham todas as fadas do céu e da noite. A minha função ali era substituir todos os tons cinza e invernais pelas vivas e harmoniosas cores alegres da nova estação. Voar sobre o prado e deixar cair as sementes que todas guardamos, distribuir pó de fada por toda a cidade para que o dia nasça a sorrir no rosto de cada humano que lá vive, oferecer cor ao novo mundo que aí vem: o mundo primaveril! Amarelo, rosa, laranja, violeta e encarnado! Um céu azul com nuvens muito brancas de cegar. São os projectos que temos. Fadas da Natureza a viajar sem parar, Fadas do Inverno a recolher para descansar. E os nossos queridos amigos Elfos, fantásticos seres Faz-Tudo, a trabalhar arduamente para que tudo seja perfeito… como sempre!

20 de abril de 2009

8 de abril de 2009

Um dia vou viajar pelo mundo, mas tu serás sempre a minha casa.

18 de janeiro de 2009

Hoje é o dia!

Se hoje pudesses escolher entre uma rotina confortável e uma liberdade verdadeira, o que escolherias? O cafezinho de todas as manhãs, o conforto dos lençois que usas desde a infância, as ruas por onde passas todos os dias, os objectos que já conheces tão bem...
Sim. Sabes que eu ia! E deixava tudo isso para trás. Vamos, um dia? Vamos.
Largar as defesas e encontrar o cantinho escuro onde, um dia, alguém nos ensinou a esconder o cheiro do desafio, a surpresa do segredo.
Mas antes, antes disso tudo, é preciso ser livre. É preciso andar de jipe mais e mais vezes, é preciso voar, correr, rir e rolar pela areia, saltar das rochas para o mar. Fazer uma fogueira no cimo de uma montanha qualquer e ficar sem bateria no carro, a meio da noite!
Seguir o impulso cativante de cada perigo e o sabor refrescante que se vê na tonalidade de cada nova aventura. Faz bem à vida!

30 de dezembro de 2008

Caminho para o Destino

Deixo um rasto no caminho mas não quero voltar atrás. Sei, porém, que tenho um tempo seguro disponível só para mim, a cada momento da minha existência. Ninguém lhe pode chegar, ninguém pode desvendar os meus segredos. Não agora. São memórias guardadas por trás de pegadas que nunca apaguei. Ficam inscritas na terra ao longo do meu percurso. A água, o sol e o fogo, serão as minhas eternas testemunhas. Hoje sou capaz de ver um trilho, um novo rumo a seguir. Novas conquistas, novas descobertas, um crescimento diferente. Melhorado? Talvez. Ou não!? Deixo para o futuro a sabedoria de me responder a cada uma das minhas questões. Deixo que me surpreenda. Entrego-me a ele, livremente, enfim. Ninguém saberá mais acerca da essência de cada passo meu. A meta não esta inscrita no mapa, nunca esteve. E esse é o destino que quero seguir. Um destino sem traços, sem percursos. Um destino sem fronteiras onde apenas o instinto reina. Seguirei pelo piso mais ziguezagueado, pelo mais inesperado. Em direcção ao nada, ao tudo, ao ali e ao agora.

20 de agosto de 2008

Estado actual: A minha mãe está, calmamente, a ensinar a minha cadela a dizer "mãe".

22 de junho de 2008

18 de junho de 2008

Perto de Sítio Nenhum

Uma base totalmente modificada. Entre momentos de silêncio e jogos com seriedade, surgiu o grito mais forte. E esse grito chama-se Artur. Não são tanto as tintas que movem o mundo, tão pouco os conflitos interpessoais. Há muito mais para além do que é distinguido pelos olhos. Momentos fechados, palavras escondidas, uma recordação qualquer. O mundo que se forma à volta dos pensamentos e emoções de cada um e que nunca se deixa desvendar. Esse sim, afinal, exige tantas questões. Perguntaste qual é o meu sonho? Eu digo-te, então. Sonho não ter de sonhar mais nada. Tenho 20 anos, sou de Lisboa. Durante o secundário, andei em Artes e agora sou pintor. Moro com as minhas irmãs, Beatriz e Benedita. Os meus pais morreram e eu nem me lembro de como eram. Então, era isto? Ah! Já trabalhei num bar e um dia como voluntário para o metro. Enfim… o Artur. O que é o Artur afinal? Viaja. Sim, viaja imenso. Mas sem merdas de gente por perto. Um pequeno universo dentro de um imaginário sem fim; sempre manchado a preto e vermelho.

23 de maio de 2008

15 de maio de 2008

Entre uma Colher e um Garfo

Uma colher. Como é que se come com uma colher? Uma coisa tão, aparentemente, mole. Tão sem jeito. Sem forma, sem cor ou cheiro. Sem vida. Um objecto morto. É que nem todos os objectos estão completamente mortos. Um garfo, por exemplo. Um garfo não é assim, é diferente. Um garfo tem personalidade e vida própria. Tem carácter forte e independente. Não é do tipo de se deixar deitar a baixo e enxovalhar. Mantém-se ali, forte e firme. Um caminho, quatro opções. Há sempre mais escolhas para além da mais fácil. Há sempre a mais picante, a mais económica, a mais insonsa. E, mesmo que esta seja a mais escondida no fim da última prateleira, há sempre a mais acertada.