23 de maio de 2008
15 de maio de 2008
Entre uma Colher e um Garfo
28 de abril de 2008
26 de abril de 2008
Ramificando
Sentada a ouvir uma música qualquer. Lá fora, a chuva cai. Olho para o céu. Está feio. Mais feio do que nunca. Hoje era mesmo um daqueles dias em que preferia ficar por aqui. Apenas. Por entre os meus lugares, envolta nos espaços mais submersos da minha memória. Não olharia para nada, para ninguém. É sozinha, no vazio, que gosto de recordar e tentar esquecer vivências. E por vezes surgem pensamentos tão estranhos. Daqueles que nunca pensei um dia vir a ter. Invadem-me e não saem de mim durante todo o meu estado de repouso e reflexão. Pensamentos chatos, vazios, sem a mínima utilidade para além de nos ocupar tempo, ocupar ideias, fazer pensar cada vez mais. Como um rio. De início largo mas depois, vai ramificando até chegar à mais pequena corrente de água, à última gota de todas. Até que esqueço o que é realmente importante. Até que esqueço o que há, de facto, a tratar. Até que mergulho no meu rio e deixo para trás todos os momentos nos quais pensara. É desta forma, por meio de ramificação, que vejo tudo a ser destruído à minha volta. Uma amizade. Algo que deve ter a força de um rio. Um rio largo, quando as duas pessoas se interessam em cuidar dele, em mergulhar nas suas águas e limpá-las frequentemente. É então que percebo que acaba sempre por se iniciar uma fase de ramificação. Mais cedo ou mais tarde, acabará na última gota.
23 de abril de 2008
E se pudesses voltar atrás?
E se pudesses voltar atrás no tempo, um minuto, uma hora, uma semana, um mês, um, dois, três anos atrás? Voltavas? E mais importante ainda: mudavas alguma coisa? Porque de certeza que já desejaste poder mudar alguma coisa, por mais pequena que fosse, uma palavra dita da boca para fora no local e hora errada, uma decisão que tomaste, a maneira como fizeste qualquer coisa, um pequeno pormenor que teve um grande efeito na tua vida. Mudavas? Alteravas aquilo que tinhas feito, mesmo sabendo que isso poderia ter consequências naquilo que agora és? Sabias que essa pessoa que decidiu mudar uma coisa que fez num tempo anterior ao que está a viver, se existisse podia ter-se tornado noutra pessoa completamente diferente? Talvez sim, talvez não, talvez seja melhor pararmos de pensar em voltar atrás e concentrarmo-nos no agora. Porque o que passou já lá vai e não há nada que possamos fazer para o alterar, temos é de manter a cabeça no presente, para ter a certeza de que, mais tarde não nos arrependemos do que fizemos. Como disse Chaplin: "A vida e uma peça de teatro que não permite ensaios, por isso canta, ri, dança, ama e chora, e vive intensamente cada dia antes que as cortinas se fechem e a peça termine sem aplausos".
