18 de janeiro de 2009

Hoje é o dia!

Se hoje pudesses escolher entre uma rotina confortável e uma liberdade verdadeira, o que escolherias? O cafezinho de todas as manhãs, o conforto dos lençois que usas desde a infância, as ruas por onde passas todos os dias, os objectos que já conheces tão bem...
Sim. Sabes que eu ia! E deixava tudo isso para trás. Vamos, um dia? Vamos.
Largar as defesas e encontrar o cantinho escuro onde, um dia, alguém nos ensinou a esconder o cheiro do desafio, a surpresa do segredo.
Mas antes, antes disso tudo, é preciso ser livre. É preciso andar de jipe mais e mais vezes, é preciso voar, correr, rir e rolar pela areia, saltar das rochas para o mar. Fazer uma fogueira no cimo de uma montanha qualquer e ficar sem bateria no carro, a meio da noite!
Seguir o impulso cativante de cada perigo e o sabor refrescante que se vê na tonalidade de cada nova aventura. Faz bem à vida!

30 de dezembro de 2008

Caminho para o Destino

Deixo um rasto no caminho mas não quero voltar atrás. Sei, porém, que tenho um tempo seguro disponível só para mim, a cada momento da minha existência. Ninguém lhe pode chegar, ninguém pode desvendar os meus segredos. Não agora. São memórias guardadas por trás de pegadas que nunca apaguei. Ficam inscritas na terra ao longo do meu percurso. A água, o sol e o fogo, serão as minhas eternas testemunhas. Hoje sou capaz de ver um trilho, um novo rumo a seguir. Novas conquistas, novas descobertas, um crescimento diferente. Melhorado? Talvez. Ou não!? Deixo para o futuro a sabedoria de me responder a cada uma das minhas questões. Deixo que me surpreenda. Entrego-me a ele, livremente, enfim. Ninguém saberá mais acerca da essência de cada passo meu. A meta não esta inscrita no mapa, nunca esteve. E esse é o destino que quero seguir. Um destino sem traços, sem percursos. Um destino sem fronteiras onde apenas o instinto reina. Seguirei pelo piso mais ziguezagueado, pelo mais inesperado. Em direcção ao nada, ao tudo, ao ali e ao agora.

20 de agosto de 2008

Estado actual: A minha mãe está, calmamente, a ensinar a minha cadela a dizer "mãe".

22 de junho de 2008

18 de junho de 2008

Perto de Sítio Nenhum

Uma base totalmente modificada. Entre momentos de silêncio e jogos com seriedade, surgiu o grito mais forte. E esse grito chama-se Artur. Não são tanto as tintas que movem o mundo, tão pouco os conflitos interpessoais. Há muito mais para além do que é distinguido pelos olhos. Momentos fechados, palavras escondidas, uma recordação qualquer. O mundo que se forma à volta dos pensamentos e emoções de cada um e que nunca se deixa desvendar. Esse sim, afinal, exige tantas questões. Perguntaste qual é o meu sonho? Eu digo-te, então. Sonho não ter de sonhar mais nada. Tenho 20 anos, sou de Lisboa. Durante o secundário, andei em Artes e agora sou pintor. Moro com as minhas irmãs, Beatriz e Benedita. Os meus pais morreram e eu nem me lembro de como eram. Então, era isto? Ah! Já trabalhei num bar e um dia como voluntário para o metro. Enfim… o Artur. O que é o Artur afinal? Viaja. Sim, viaja imenso. Mas sem merdas de gente por perto. Um pequeno universo dentro de um imaginário sem fim; sempre manchado a preto e vermelho.

23 de maio de 2008

15 de maio de 2008

Entre uma Colher e um Garfo

Uma colher. Como é que se come com uma colher? Uma coisa tão, aparentemente, mole. Tão sem jeito. Sem forma, sem cor ou cheiro. Sem vida. Um objecto morto. É que nem todos os objectos estão completamente mortos. Um garfo, por exemplo. Um garfo não é assim, é diferente. Um garfo tem personalidade e vida própria. Tem carácter forte e independente. Não é do tipo de se deixar deitar a baixo e enxovalhar. Mantém-se ali, forte e firme. Um caminho, quatro opções. Há sempre mais escolhas para além da mais fácil. Há sempre a mais picante, a mais económica, a mais insonsa. E, mesmo que esta seja a mais escondida no fim da última prateleira, há sempre a mais acertada.

28 de abril de 2008

Floresta: associação mais ou menos extensa de plantas da espécie arbórea; selva, bosque, mata que abrange grande extensão de terreno.

Cidade: povoação de primeira categoria, de maior importância e grandeza.

26 de abril de 2008

Ramificando

Sentada a ouvir uma música qualquer. Lá fora, a chuva cai. Olho para o céu. Está feio. Mais feio do que nunca. Hoje era mesmo um daqueles dias em que preferia ficar por aqui. Apenas. Por entre os meus lugares, envolta nos espaços mais submersos da minha memória. Não olharia para nada, para ninguém. É sozinha, no vazio, que gosto de recordar e tentar esquecer vivências. E por vezes surgem pensamentos tão estranhos. Daqueles que nunca pensei um dia vir a ter. Invadem-me e não saem de mim durante todo o meu estado de repouso e reflexão. Pensamentos chatos, vazios, sem a mínima utilidade para além de nos ocupar tempo, ocupar ideias, fazer pensar cada vez mais. Como um rio. De início largo mas depois, vai ramificando até chegar à mais pequena corrente de água, à última gota de todas. Até que esqueço o que é realmente importante. Até que esqueço o que há, de facto, a tratar. Até que mergulho no meu rio e deixo para trás todos os momentos nos quais pensara. É desta forma, por meio de ramificação, que vejo tudo a ser destruído à minha volta. Uma amizade. Algo que deve ter a força de um rio. Um rio largo, quando as duas pessoas se interessam em cuidar dele, em mergulhar nas suas águas e limpá-las frequentemente. É então que percebo que acaba sempre por se iniciar uma fase de ramificação. Mais cedo ou mais tarde, acabará na última gota.

23 de abril de 2008

E se pudesses voltar atrás?

E se pudesses voltar atrás no tempo, um minuto, uma hora, uma semana, um mês, um, dois, três anos atrás? Voltavas? E mais importante ainda: mudavas alguma coisa? Porque de certeza que já desejaste poder mudar alguma coisa, por mais pequena que fosse, uma palavra dita da boca para fora no local e hora errada, uma decisão que tomaste, a maneira como fizeste qualquer coisa, um pequeno pormenor que teve um grande efeito na tua vida. Mudavas? Alteravas aquilo que tinhas feito, mesmo sabendo que isso poderia ter consequências naquilo que agora és? Sabias que essa pessoa que decidiu mudar uma coisa que fez num tempo anterior ao que está a viver, se existisse podia ter-se tornado noutra pessoa completamente diferente? Talvez sim, talvez não, talvez seja melhor pararmos de pensar em voltar atrás e concentrarmo-nos no agora. Porque o que passou já lá vai e não há nada que possamos fazer para o alterar, temos é de manter a cabeça no presente, para ter a certeza de que, mais tarde não nos arrependemos do que fizemos. Como disse Chaplin: "A vida e uma peça de teatro que não permite ensaios, por isso canta, ri, dança, ama e chora, e vive intensamente cada dia antes que as cortinas se fechem e a peça termine sem aplausos".